quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Indizível 2.



Um amigo em seu BLOG me fez repensar sobre o valor da ausência. Será que para nos sentirmos amados é preciso a presença? Estar longe do outro é sinal de falência dos sentimentos? Penso diferente! Embora eu esteja perto da família, dos amigos, dos colegas - nada disso garante o acesso ao amor que eu tenha por eles. Algumas pessoas estão bem próximas e não se amam. Quantos casais que vivem debaixo do mesmo teto e não se amam mais? Na ausência do outro o amor pode acontecer de forma geradora da Vida. Existem pessoas que eu nunca pude abraça-las pela força da distância, mas nunca deixaram de receber o amor que eu tenho por cada uma delas. Esse meu amigo amigo mesmo - nunca o encontrei, mas nunca deixei de amá-lo. É um tipo de amor platônico, sem toque, mas profundamente verdadeiro. A ausência relacionada a morte apenas aponta uma regra: você não poderá tocá-lo(a) mais, mas deixar de amá-lo, jamais. É que na vida, muita das vezes precisamos sentir a ausência para valorizarmos a presença. São outros quinhentos. A distância pode ser superada com um telefonema, um e-mail ou uma visita. O amor pode ser representado por qualquer um desses meios, até mesmo com um presente, porém a sua essência só poderá ser testada mediante o valor que você atribui às pessoas. Que na vida, o amor pelo outro, o valor da pessoa humana seja maior que qualquer atalho que as separam! Porque é assim, quando o outro vai embora é que a gente descobre o tamanho do espaço que ele ocupava em nós. A diferença não está pelo fato do outro estar longe, mas pelo o que ele foi e, é capaz de acrescentar em mim - ainda mais, pela capacidade que eu terei em esperá-lo.

Um comentário:

Unknown disse...

Mt bonito!
Parabéns!