quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

O coração .


Deus resolveu me surpreender com alguns presentes neste natal e virada do ano. Eu que pensei que passaria ambos com os mesmos sentimentos, sem surpresa ou sem o inesperado batendo à minha porta. Mas não - de alguns dias pra cá me vejo com 1 novo amigo, uma paixão e o significado do coração humano palpitando em minhas mãos. Presentes que configuram e passam pelo traço da vida humana. São humanos, solos sagrados que só posso pisar com o amor. É aí que descubro a fragilidade que possuo e o jeito peculiar de lhe dar com as situações do cotidiano. Choro quando perco, quando me distancio de alguém que um dia eu amei - mas eu celebro quando as surpresas boas acontecem e é no abraço que eu as acolho. Santa Teresa D´Ávila tinha uma frase que dá nome ao que trago no peito, hoje - ela dizia: "Deus sempre me fez desejar aquilo que Ele sempre quis me dar". O que tenho hoje cabe em minhas mãos. Talvez seja o necessário para começar bem o ano: um amigo, um amor e um aprendizado. Eu não sei pra onde irei, apenas estou no caminho.

Meu peito arde, a minha saudade evoca a lembrança de alguém que chegou tão mansinho e ocupou um dos lugares mais reservados do meu coração. Meu peito arde, minha saudade evoca e o aprendizado humano acontece, bem aí, no diálogo da precariedade da vida humana.


Um amigo que veio e me retirou de toda ciência humana e suas formúlas prontas de interpretação; um coração apaixonado que trouxe uma sensibilidade capaz de encontrar o outro em meio a dor, lugar de encontro, pura revelação. Um coração só se sente amado, depois de conhecido e acolhido. E é por isso que jogo por terra toda pretensão de ser o melhor, mas pra cada um, diferente. Que mesmo no silêncio, o meu amigo compreenda a mudança que ele provocou em mim, e o meu amor o novo sentido que ganhei para acreditar nos sonhos, e por último que o aprendizado acrescente em mim tamanha beleza. É no amor, somente nele e por ele que o coração humano descansa sem precisar representar nada. Ele é o que pode ser, nada mais.

Nenhum comentário: