Esquadros – Adriana Calcanhoto. Gosto dessa canção e, do efeito que ela causa em mim. Como dizia Caio F. “existe sempre alguma coisa ausente”. Essa música é o corpus de tal verdade. Gosto muito de sair; saídas banais, mas saudáveis como ir ao supermercado, à padaria e andar sem ter hora pra voltar. É divertido olhar as cores que em certos momentos do dia, afloram pelas ruas, nos muros ou em algum ângulo da esquina.
Talvez olhar seja uma forma de buscar o ausente – aquilo que falto à gente! Ando procurando decifrar o que em mim é ausência. Ah! Sinto falta de tanta coisa! Uma delas seria a novidade de ter meu irmão de volta; gostaria de vê-lo sorrindo, suado, voltando do trabalho ou contando a nova conquista de emprego. Encontro-o na arte. É o portal, o lugar onde a gente encontra com o ausente, com o inatingível. A morte de alguém que a gente tanta ama, talvez seja isso: comprar um passaporte para o mundo das artes. São telas, rabiscos, vultos, esquinas, cores que revelam o que o coração da gente desejar.
Ouvi alguém dizer que a vida é a preparação para o luto. Será? Não sei. O que sei é que agora visto uma calça comprida, trajo roupa de algodão e trago no peito uma camisa da Renner, laranja. O q sei é que tenho fome e, quando a fome chega, nada é mais valioso que um pão com manteiga com alguns goles de café. Nem o ouro tem valor em nível de.
Olho pela janela. Percebo o sol abraçar o monte. É uma forma de se despedir a poucas horas do inicio da noite. Cada qual compreende o seu tempo e se despede com alegria... Queria entender isso! Pessoas que partem cedo demais e outras que vivem uma eternidade! Devíamos viver o necessário – de forma igualitária. Sem menos e nem mais tempo para ninguém.
Gosto de andar pelas ruas que um dia vivera em festas. Paro, olho e tento decifrar em algum objeto enterrado sob o asfalto, a lembrança do olhar, dos prazeres, das conversas, das divagações ali vividas. Quando eu encontro um objeto “velho”, eu transpasso a lei de condena-lo a lixo e, adentrando o mistério da saudade, evoco constantemente o jeito mais simples de conhecer, de indagar, perguntar, quem um dia traçou história sobre ele?
Derramando palavras. Não sei onde elas cairão e nem que tipos de reciclagem farão com elas. Quero apenas o direito de permanecer diante do meu teclado e nele obedecer à lei de um menino que trás saudades no peito.
Não corra o risco de perder sua vida, perdendo-se.
Quanto mais identificares suas raízes, suas dores e seus sabores, saberá o valor que como Homem você possui.
Um Homem que não tem raízes, não tem histórias...
Rodrigo .
Talvez olhar seja uma forma de buscar o ausente – aquilo que falto à gente! Ando procurando decifrar o que em mim é ausência. Ah! Sinto falta de tanta coisa! Uma delas seria a novidade de ter meu irmão de volta; gostaria de vê-lo sorrindo, suado, voltando do trabalho ou contando a nova conquista de emprego. Encontro-o na arte. É o portal, o lugar onde a gente encontra com o ausente, com o inatingível. A morte de alguém que a gente tanta ama, talvez seja isso: comprar um passaporte para o mundo das artes. São telas, rabiscos, vultos, esquinas, cores que revelam o que o coração da gente desejar.
Ouvi alguém dizer que a vida é a preparação para o luto. Será? Não sei. O que sei é que agora visto uma calça comprida, trajo roupa de algodão e trago no peito uma camisa da Renner, laranja. O q sei é que tenho fome e, quando a fome chega, nada é mais valioso que um pão com manteiga com alguns goles de café. Nem o ouro tem valor em nível de.
Olho pela janela. Percebo o sol abraçar o monte. É uma forma de se despedir a poucas horas do inicio da noite. Cada qual compreende o seu tempo e se despede com alegria... Queria entender isso! Pessoas que partem cedo demais e outras que vivem uma eternidade! Devíamos viver o necessário – de forma igualitária. Sem menos e nem mais tempo para ninguém.
Gosto de andar pelas ruas que um dia vivera em festas. Paro, olho e tento decifrar em algum objeto enterrado sob o asfalto, a lembrança do olhar, dos prazeres, das conversas, das divagações ali vividas. Quando eu encontro um objeto “velho”, eu transpasso a lei de condena-lo a lixo e, adentrando o mistério da saudade, evoco constantemente o jeito mais simples de conhecer, de indagar, perguntar, quem um dia traçou história sobre ele?
Derramando palavras. Não sei onde elas cairão e nem que tipos de reciclagem farão com elas. Quero apenas o direito de permanecer diante do meu teclado e nele obedecer à lei de um menino que trás saudades no peito.
Não corra o risco de perder sua vida, perdendo-se.
Quanto mais identificares suas raízes, suas dores e seus sabores, saberá o valor que como Homem você possui.
Um Homem que não tem raízes, não tem histórias...
Rodrigo .
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