domingo, 12 de agosto de 2007

Celebrando Fraternidade!

Prevalece em meu quarto uma atmosfera musical que me revela histórias de outros tempos, trazidos pela voz de Mônica Salmaso. Mônica é diamante lapidado pelo fino martelo de Deus. Seu tempo não é pretérito, não é futuro nem presente. Sua voz, elegantemente depositada sobre os acordes que sustentam o meu discurso com meu amigo, Vítor – no nome trás a vitalidade que possui na essência... – é um misto de terra e céu, lugar onde graves e agudos resolveram celebrar fraternidade. Nada fere, nada sobra. Ela apenas segue o destino de abrir cavas interiores, a fim de que Deus, num gesto de ternura, venha abrigar-se em nós. Ela canta morrendo, cada nota parece ter um ar de despedida, alguma coisa que clama e que me desperta para o novo amigo. Nela eu descubro o já acontecendo. Recordo-me das sábias palavras de Jesus a respeito do sal. O sal dá sabor e Mônica é Salmaso. É mulher que tem tempero no nome. Tempero raro, que me transporta para a vitalidade do Vítor, que me alcançou na ponte do avesso. Mônica Salmaso regada de um amizade, são ingredientes que trazem em sim o alto poder de curar a nossa pessoa daquelas dores que não se localizam.
By Rodrigo .

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