
O Diogo é moço certeiro que já traz no nome poças plenas de palavras
em formas de canções.
A sua palavra têm o dom de acordar o mundo,
abrir os horizontes,
presentear o outro com o milagre da terceira margem,
um dia ensinado por Guimarães, o Rosa.
Palavras que ardem do coração do poeta e
acordam o mundo
com seu sabor de leveza.
Gesto que põe uma fala em tudo o que antes era mudo.
Claves que despertam os silêncios,
e mensuram o valor do amor,
no seu habitat atemporal em nós.
Por meio delas, o princípio do verbo
é recriado contrariando a ordem cronológica do tempo
e emprestando sabor à eternidade.
É moço do bem da palavra,
que sabe ceifá-la no tempo oportuno
e tecê-la
uma
a
uma,
com leveza e destreza
e, assim, revestir o mundo com os acordes
que acordarão a nossa essência.
É pássaro que recria novos cantos,
sempre ao doar o que possui de melhor.
Diogo é a existência em canção
que o vento canta.
Não há arte que suporte tamanha beleza.
É por isso que eu digo:
suas canções não me deixam dormir.
Ou porque clamam por fora,
ou porque clamam por dentro de mim.
Um só reparo nos teus versos,
deixa conseqüência na minha alma
de menino,
esta que soube compreender
que pássaros nascem das vozes,
e dos sabores daqueles
que passam pela nossa vida,
amando
em
canções.
Diante dele a gramática obedece,
a semântica acorda o reverso
e a arte arde
em algum canto do dia.
Diogo é moço que pára o tempo
só para colher poesia do vento.
Pois,
Enquanto ele canta,
a vida é recriada
a mesa é posta
e a celebração da vida, acontece.
* Trechos adaptados_ fábio de melo
Rodrigo Rudi .
2 comentários:
Quem é o Diogo hein?
Quem é o Diogo hein? (2)
Postar um comentário