
"Vi a neve no Smith pela primeira vez. É como qualquer outra neve, mas eis-me aqui, portanto, em meu quarto. (...) Não dá para me enganar e escapar à constatação brutal de que não importa o quanto você se mostre entusiasmada, não importa a certeza de que caráter é destino, nada é real, passado ou futuro, quando a gente fica sozinha no quarto com o relógio tiquetaqueando alto no falso brilho ilusório da luz elétrica. E, se você não tem passado ou futuro, que no final das contas são os elementos que formam o presente todo, então é bem capaz de descartar a casca vazia do presente e cometer suicídio."
Sylvia Plath.
2 comentários:
Já estou indo atrás...
Beijos,
Pulcro.
De Sylvia, pode-se dizer uma genuína pássara bélica - sem que dela se perca sua borboleta delicada interna. Abraços!
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