terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ela, vital em mim.


Fui para o trabalho levando a pasta com as palavras dormindo. Voltei com elas me fazendo companhia, disfarçadas na poesia de Manoel de Barros.

Com a alma na terra de João, moldo esse barro-texto pela vida nos acordes da existência da Daniele. Mulher revestida pela fina camada da poesia. Mistura de Clarice e pintada em cores de Frida Khalo. Presença que rompeu com a sacralidade do tempo para provar que a poesia é inifinita em vida e em desejos. Viver com ela é pisar um jardim onde as flores são pequenas diante da cor que emana. Como a Daniele, menina que passa despercebida aos olhos daqueles que são superficiais, mas mulher que emana cor ao redor daqueles que a amam apenas pelo gesto de a tocarem pelo olhar. Daniele não é mulher de toque, é de encontro pela ante-sala do olhar. Eu só pudeconhecê-la melhor, depois que a enxerguei com o 6º sentido. É do tipo de mulher que não se agrada com pouco, ela deseja a essência...
É o tempo do seu aniversário, mas quem ganha o presente sou eu. Presença que se apodera da poesia de Adélia, humana que chora aos versos de Lispector, menina que brinca com os girassóis na poética de Caio Fernando de Abreu e alma que tranforma a pedra do meio do caminho de Drummond em diamante.
Gosto de aprender com ela, observar o silêncio da tarde que embala os pássaros só para dar lugar a noite. Tecido que me refaz cada vez que tenho vontade de desistir. Daniela é morada dos que encontram na arte a única forma de reacreditar nos reversos que essa vida possui.
Sua chegada em minha vida em 2005 foi estação que não se aponderou do poder de sê-la para ocupar mais um espaço, mas soube permanecer me amando de forma frágil. Daniela nã é um tipo de pessoa que ocupa as variedades saciáveis do ser humano. Primeiro porque poesia nunca se repete, é única e segundo porque por onde pisa, nunca deixa rastros iguais, além de existir, ela suscita me cura de forma poética.
Alma que não está ao alcance de nenhuma definição gramatical. As classes escondem o rosto de vergonha, são pequenas demais para acrescentar opinião sobre. Semântica intocável que Deus soprou no ventre de D. Bernadete e que nasceu em flores.
Falar de alguém que consegue modificar a vida, quando a entregamos o nosso barril, ela devolve com vinho da melhor qualidade.
É ter com ela meio dedo de prosa, que a gente aprende um oceano de poesia.
É ter com ela instantes de olhar, que a gente chora sobre a existência que sobreviverá, ainda que seja inverno.
Dani é jardim que se esconde sob as folhas do outono,
é força vital que reside nos botões aparentemente mortos ...
É vida que acende as estrelas de forma contínua,
ainda que elas sejam a única matéria que os solitários possuem como companhia.
Dani é a transubstanciação da água que rege a vida daqueles que necessitam de sua garoa, numa madrugada silenciosa ou numa manhã de verão.
Se ele precisou de um dia para vir ao mundo,
hoje o mundo precisa de todos os dias para recebê-la porque sua existência é infinita.

Feliz Aniversário, Dani.

3 comentários:

Rodrigo Thor disse...

;)

que homenagem!

Anônimo disse...

Que presentão!
Lindas palavras!

: A Letreira disse...

quem não quer um amigo assim ?