
A felicidade mora na curva, na esquina, no inesperado. No meio digital às vezes a frieza revela a impossibilidade de tocar o calor da alma, mas com você foi ao contrário ... toquei a essência, superando qualquer tipo de frieza ou calor. Toquei o profundo. Quando comecei a teclar com ele, parecia uma magnetismo. Envolto de teclas e imagens e mensagens, a sinfonia da vida celebrava os melhores acordes em nossa presença. O mundo parou e a canção mais delicada das asas dos anjos ecoaram ...
Era um olhar prendendo o outro. A alma possuindo uma visão até então desconcertante, pensei. Fui acolhido com algumas indagações e uns sorrisos. Passei pela indagação e colhi o sorriso que viera em minha direção. Entre as mãos vazias e o meu coração repleto de ternura, resolvi usá-lo para corresponder a uma presença até minutos antes desconhecida para mim . Já não havia a ausência, era a presença dele que se rompia na sacralidade da vida humana. A cada conversa, a cada olhar, eu encontrava nas desfigurações implícitas do Rick, as desfigurações da minha própria alma ... Todas as minhas dores e os meus cansaços pareciam perder força quando o sorriso de Rick invadia a minha alma e acendia as luminárias da minha existência. O coração simples, a timidez quase poética e o jeito manso de dizer que viver vale à pena quando se ama e é verdadeiro. Naquele instante o Rick me fez visitar até então lugares dentro da minha alma que eu não havia pisado ... era a presença de um amigo me devolvendo para eu mesmo! Lugar onde não prevalece as regras da éstetica, mas da essência. Com seu jeito pacato e arteiro de ser, ele me pegou pelas mãos e me levou para conhecer as novas formas de arte que um coração pode sustentar: a arte de ser melhor como pessoa humana. Ele me suscitou uam vontade até então adormecida em mim : a vontade de ser o seu herói, mesmo com rosto de menino, mas com um coração experienciado na escola da dor e da vida. É que quando a gente sofre, o sorriso que nasce é mais verdadeiro. Queria ter o direito de levá-lo comigo, de passear com ele, comprar doces, desenhar com as nuvens e contar as estrelas ... vontade de soltar pipas e deixar que ele vencesse só para eu vê-lo sorrindo. Coisas que só quem colhe o os grãos do cotidiano com alguém que descobrem o amor fragmentado. Queria o direito de fazê-lo dormir, comprar-lhe brinquedos, contar-lhe histórias, levá-lo sempre comigo.
Depois que ele foi embora do MSN eu me peguei sentindo saudades daquele sorriso.Queria vê-lo de novo. Queria descobrir de onde brotam tantos encantos!
De onde vem a beleza de Rick? Não sei. O que sei é que naqueles olhinhos cheios de viço, Deus resolveu me olhar. Se hoje eu pudesse ter um filho, eu escolheria o Rick.
Moço que tece a vida com a fina lã da arte, que dança ao vento com sua voz de profeta e que ensaia em forma de amizade o amor na vida da gente.
Rick é uma orquestra, que reune os mais finos detalhes para soar a mais bela presença em mim.
Rodrigo .
3 comentários:
Felicidades são momentos.
Você já postou esse texto antes, não?
http://www.pulchro.blogspot.com/
Oi querido...
Senti-me num anfiteatro assistindo uma obra-prima... seu texto ficou muito refinado e deu-me água na boca de conhecer o Rick!
Beijo Karinhoso,
Ká
Creio que o "Rick" está chorando neste exato momento!
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