domingo, 29 de julho de 2007

RIO


"Tantas mortes, não existem mais dedos nas mãos e nos pés pra
contar os que se foram. Viver agora, tarefa dura. De cada dia arrancar das
coisas, com as unhas, uma modesta alegria; em cada noite descobrir um motivo
razoável para acordar amanhã"

Anotações sobre um amor urbano. (C.F.A)
Cheguei cedo do RIO. Não fui assistir aos jogos do PAN não! Resolvi me distrair, respirar... Quando cheguei dentro do ônibus, lembrei que não havia levado livro algum na mochila, droga - se bem que, quando a gente lê muito em viagens, a gente corre o sério risco de perder o livro que é escrito a cada minuto, frente aos nossos olhos - Como diria Caio, "ando meio clack". Bem, às vezes péssimo e mal humorado. Tento compreender certas coisas na vida, mas não entendo. Por mais esforço que faça e, por mais bom menino que eu seja.
Não quero pensar muito. Prefiro me distrair nos sonhos que me sustentam, nos amigos que me encantam e na pessoa que me ama. Vou aproveitar para ler alguns livros; quando estou triste, estranho, clack, nada melhor que um bom autor para aliviar minha existência. Tarefa difícil essa, não? A tarefa de existir. Me drogo, vomito e como Caio (no bom sentido). Amo esse homem! Grande escritor, humano e profundamente poético. Se ele estivesse vivo, marcaria muitos cafés para aprender o que ele entendia tão bem: a vida e o preço alto que pagamos quando cumprimos o ritual de Ser humano. Viver tem o seu desafio, sabe? Gosto de pensar em Drummond - com o poema - "Consolo na praia"...
Vamos, não chores...
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
(...) Mas, e o humour?

Um comentário:

Roberta disse...

Adorei seu blog!!! Gosto muito de tudo que você escreve e também do que "colhe" nos jardins de outros escritores. Continue escrevendo bastante, viu? Parabéns!!! Beijos... (Ah, e espero que consiga muitos alunos!!!)
Roberta